domingo, 11 de maio de 2008

HIGH SCHOOL, SIM OU NÃO?

Meu Leo, na Escola Alemã Corcovado, com amigos, aos 14 anos

Nunca me interessei em mandar meu filho em programa de High School, e vou expor minhas razões:
Eu eduquei meu filho em escolas internacionais desde os três anos de idade.
Ele começou no Jardim 1 da Escola Suíço Brasileira, e continuou seus estudos na Escola Alemã Corcovado, no Rio de Janeiro.

Á partir dos 14 anos ele começou a ir nas suas férias aos programas de Summer Camp, tendo participado de um na Alemanha, através do Goethe Institut e de outro na Espanha, pelo Enforex quando ele tinha 15 anos.
Nesta idade portanto, ele já estava com uma boa fluência em alemão, e começando a se desenvolver em espanhol.
O inglês ele só aprendia no colégio, nunca matriculei em cursinhos no Brasil.

A idade de fazer uma High School é 15 ,16 anos, quando se começa no Brasil a fazer o ensino médio.
Como o nosso sistema de acesso ás universidades é muito competitivo, é preciso estar muito preparado.
É o momento de ficar no Brasil e estudar com afinco para o vestibular.
São três anos de preparo, sendo que o último é muito “puxado”.

Agumas amigas que optaram em mandar seus filhos para a high school, tiveram além de dificuldade na validação do certificado, uma dificuldade maior com o vestibular, já que os programas e conteúdos são diferentes, ou dados de forma mais superficial, fora do nosso país.

Não estou dizendo que isto ocorra com todos, estou expondo a minha experiência.
Não quero jogar areia nos planos de ninguém.

Optei então, pelos cursos de idiomas no exterior, como forma de aprimorar sua educação, e não me arrependi.

Durante duas férias do ensino médio, enviei meu filho para o ELS
de Charlotte, Carolina do Norte onde ele ficou 1 mês de cada vez,
e saiu com os dois últimos diplomas.

É mais dispendioso?
É, sai mais econômico enviar uma vez só por mais tempo.
Mas foi o suficiente para dar-lhe a fluência necessária, pois desde criança ele já vinha tendo convívio com pessoas de várias nacionalidades, que sem dúvida o fez desenvolver-se no aprendizado de outros idiomas com mais facilidade.

Deste modo, não achei necessário sair do país numa época tão importante como o vestibular.
Assim como acho fundamental fazer a graduação no Brasil.
Penso que a cereja do bolo seja fazer uma pós, no exterior, isto sim, muito mais importante.

Mas esta é a minha experiência e a minha opinião, o que não significa nenhuma crítica a quem queira fazer a High School fora.

Por esse motivo, lamentavelmente não tenho muito o que dizer á respeito.
Apenas, que o que tenho postado aqui é independente do formato de intercâmbio escolhido.

E é fruto das minha vivências como mãe, se as minhas experiências servirem para ajudar e orientar alguém, meus objetivos foram alcançados.

Mais uma vez, a caixa de comentários está aberta para debate.
Exponham suas opiniões.

12 comentários:

Anna disse...

como todo intercambista que faz ou fez high school um dia, digo que esse é o melhor programa e é incomparável com um mês fora apenas. nos programas de high school o estudante obtem uma independência e uma visão de mundo por ser obrigado a se virar sozinho em muitas situações que os cursos de férias não proporcionam. por isso insisto que o programa de high school seja a melhor opção para obter fluência em uma língua aprendendo-a do zero. certamente se o estudante já fala uma língua bem por ter contato com ela freqüentemente em seu país natal, os programas de férias são suficientes para aprimorar o conhecimento deste no idioma, mas em relação ao preço ainda não são tão vantajosos.
o vestibular é um obstáculo para muitos estudantes e muitos acham que o high school no exterior acaba por estragar isso mas o que não enxergam é que nós adolescentes temos tempo para isso e não é nada que um pouco de força de vontade e um ano de estudos assíduos não resolvam!

MARCIA CASARES disse...

Não sou contra, tenho dúvidas...

Eu não sou contra a high school, mostrei apenas o meu caso, justificando o porque
do meu desconhecimento sobre o assunto.
Claro que partindo do zero e tentando recuperar o tempo de vestibular, é sem dúvida uma boa opção.
Mas não era o caso do meu filho.
Eu abri o debate exatamente pra isso!!!
Anna, vc é inteligente e muito madura , e tenho certeza que vai ser uma experiência maravilhosa para vc.
bjusssssssssssss

Thomaz disse...

High School, sim ou não?

Acho que depende da pessoa, se é apenas para aprender a Lingua, é melhor fazer um curso, e depois aperfeiçoar em um programa de pequena duração.
Mas para quem quer passar um bom tempo fora do pais, respirar novos ares, e viver uma cultura diferente, o programa de High School é perfeito.

Se eu não for fazer, vou optar pelo curso de férias.
Como você disse Marcia, temos que nos preparar para o Vestibular, mas esse não é o meu maior problema, posso fazer um cursinho, ou re-fazer o ano, dependendo de como estiver.
O meu maior problema é o medo e a duvida, vou fazer intercâmbio se não for morar em SP; Mas caso eu for, vou deixar para uma proxima oportunidade.

Bem que você podia fazer um comentario sobre o Medo, e esses problemas que fazem o pessoal desistir de fazer o Intercâmbio.

Abraços!

MARCIA CASARES disse...

Thomas,adorei sua sugestão.
Obrigada.
bjusssssssss

Camila disse...

espero que meus irmãos tenham a oportunidade de fazer o high school, o que nao aconteceu comigo!

Marcia, vi nos outros posts q seu filho já foi pra alemanha e eua, que nós sabemos que são países onde faz muito frio! vi em algumas comunidades no orkut algumas pessoas dando dicas de produtos pra pele e pros labios, essas coisas, que ajudam na proteção! vc tem alguma dica sobre esse assuntos? sei q nao tem nada a ver com o post, mas queria sua ajuda!
obrigada!

Camila

MARCIA CASARES disse...

Camila, ele só foi no inverno para Charlotte,NC que segundo ele não é nada frio, apesar de bater -1°.
Eu sempre mando um protetor labial
que ele evidentemente não usa.
Mas acho importante levar um hidratante espêsso com um bom protetor solar e um protetor labial, tipo Nívea ou Coppertone.
É o suficiente.

Flavio Dias disse...

assim.
acho que voce poderia um pouco rever seus conceitos ...

porque tipo...
eu tenho certeza que nas viagens do seu filho, ele nao foi só para aprender um novo idioma né...

viver a experiencia de conviver num local onde voce nao conhece ninguem, numa casa de uma familia que nem mesmo é sua, ir para uma escola e conviver com professores que alem dos problemas pessoais [que ja existem com professores brasileiros], haverao tb os problemas linguisticos, pq nem o idioma dele vc fala é MUITO mais do que apenas aprender um idioma.

Para aprender idioma, vc entra num curso super-intensivo desses... ou entao vai num English-Camp aki no brasil mesmo.

E é isso que o High School é: Viver tudo isso quando ainda está "saindo das fraldas", abrir os olhos e ver que o mundo nao é so akles 3 quarteirões que vc ve todo dia no trajeto escola-casa, casa-escola, ganhar maturidade para lidar com toda e qualquer situacao que vc venha a enfrentar.

Sobre o vestibular...
Fala sério... Como voce mesmo disse, hoje em dia é muito complicado de conseguir uma vaga numa federal, estudando no Brasil ou no exterior. Mais de 60% dos estudantes que fazem vestibular para as federais nao passam de primeira. Porque entao essa "nóia" de passar de primeira ?
Quando vc voltar ainda vai ter tempo de fazer um cursinho BEM forte, recuperar os assuntos nas dependencias das materias e por aí vai.

E tb existem MUITAS universidades particulares boas por aí. Eu sinceramente acho que no seu curriculum vai pesar MUITO mais uma fluencia TOTAL em ingles, uma exeperiencia de 1 ano em outro pais, com uma universidade particular, doq um curso numa universidade publica.

Dei minha opiniao. Abracos. !

Nathalia Reis disse...

Concordo com a id�ia transmitida nesse post! Estudar no exterior � muito importante sim, tanto para um maior contato com a lingua como para se aprofundar na cultura do pa�s. Mas acredito que, fazendo um programa High School, o aluno pode correr alguns riscos que talvez n�o valem a pena...

O Ensino M�dio � praticamente uma prepara�o para o vestibular, o estudante adquire um grande conhecimento que dever� ser utilizado no futuro para conseguir uma vaga em uma boa universidade, disputando com grandes estudantes e passando por cima de algumas barreiras, como por exemplo as cotas. "Quebrando" essa corrente de 3 anos de estudo para se dedicar um ano em um outro lugar � arriscado demais, uma vez que, ao voltar para o pa�s de origem, a pessoa tem que resgatar e se atualizar de toda a mat�ria perdida.

Estudar no exterior deve ser um adicional, e n�o um fator prejudicial a qualquer quest�o que envolva seu futuro profissional.

Para as pessoas que desejam cursar alguma faculdade particular, creio que o High Shool n�o interfira tanto quanto aqueles que tem como objetivo a entrada em uma universidade publica, por esta ser mais concorrida.

Voltando ao topico central, fazer um intercambio durante as f�rias ou quando o aluno n�o estiver em periodo de aula � o ideal, j� que ter� o mesmo efeito (um peso muito grande no seu curriculo) sem o comprometimento do andamento dos seus estudos aqui no Brasil.

Estou adorando seu blog, M�rcia!
Tenho certeza que est� ajudando muitas pessoas! Parab�ns!

Um grande beijo!

Lucas Vinícius disse...

Sei lá isso vai muito de cada um...

Eu por exemplo acho o High School muito bom pois com 18 anos voce ja vai ter uma segunda língua fluente, isso é, ideal para arrumar trabalho em empresas multi-nacionais, pois voce passa em um faculdade e eles te contratam como estagiário mesmo não ter terminado e com a língua fluente a dupla perfeita para alavancar uma carreira.

Meu amigo fez exatamente isso fez 1 ano intercambio no Canadá voltou com o ingles fluente passou na faculdade de Comércio Exterior, entrou na Pirelli como estagiário e hoje ganha R$ 2.500 com 19 anos sem ter terminado a fauldade.

Mas meu amigo não quiz se tornar um genio e entrar na USP, ele passou na Unicamp.

Agora se voce quiser fazer uma federal ai sim aconselho a não fazer o High School fora e se dedicar aqui.
Mas agora se quiser entrar em uma paga ai eu acho que o HS é a melhor coisa a ser feita.

Ganha amadurecimento, expriencia de vida, sabe como se virar, ganha experiencia educativa tambem pois sempre se aprende alguma coisa que nao é ensinado aqui...

Vai para lá um adolecente e volta um adulto.


minha opnião

Fabiana disse...

Oi Marcia,

Minha filha fará intercâmbio de 1 ano na França no próximo ano e adorei ter encontrado seu blog, mas tenho algumas considerações...

Primeira, acho que são 2 propostas completamente diferentes, nos Summer Camps, eles aprendem inglês e nos Intercâmbios longos, de 6 meses ou 1 ano, eles aprendem a conviver com uma cultura diferente.

Meus 3 filhos participam de Summer Camps desde os 11 anos. A que vai viajar agora tem 15 anos e aos 13, fez um Summer na Holanda onde formou um grupo de amigas de diversas partes do mundo e cada ano elas se reunem na casa de uma, em um país diferente. Acho super interessante, não pelo aprendizado de outra língua, já que o idioma oficial é o inglês, mas pelo conhecimento de outras culturas.

Acho que o grande diferencial hoje não é a quantidade de línguas que a pessoa fala, mas o respeito que tem pelo diferente e a facilidade em tomada de decisões. Cheguei a outra consideração, quantos anos seu filho tem, que vc ainda vê tudo para ele?

Abraços, Fabiana

Fabiana disse...

Oi Marcia,

Relendo minha mensagem, achei um pouco rude, não foi minha intenção. Só queria que outras mães ao lerem o post vejam que existem outros benefícios além do inglês em um intercâmbio.

Adorei seu blog e achei a iniciativa genial.

Abraços, Fabiana

FJC disse...

É... Prá quem tem "grana" , como a senhora pararece ter, realmente é bem melhor assim !!!